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Coven: Por onde começar?

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Então você quer formar um Coven?
Bom, o primeiro passo é refletir alguns instantes sobre o quanto você conhece a respeito da Arte.
Sim, todos os que desejam fundar um Coven precisam ao menos conhecer relativamente a Wicca e tê-la praticado por um bom tempo solitariamente, caso não tenham sido iniciados formalmente em uma Tradição Saber com precisão sobre as origens da Bruxaria, quem é a Deusa, o Deus, a história e os costumes típicos de cada Sabbat é muito importante. Realizar os Esbats, saber como criar, direcionar e manter energia e conhecer as correspondências utilizadas para elaborar os seus próprios rituais e feitiços também é necessário.
Pratique a Bruxaria, primeiro solitariamente, mantendo um programa de meditações e de rituais, muitos deles encontrados neste livro e que podem ser facilmente adaptados para a prática individual. Embora os exercícios e as meditações aqui descritos tenham sido planejados para um grupo, é possível adaptá-los caso você esteja começando na Wicca agora e seja um Bruxo Solitário.
O ideal é girar uma Roda do Ano completa antes de se aventurar a organizar um grupo para se tornar posteriormente um Coven. Isso deve levar um ano e um dia, o que corresponde ao antigo calendário lunar de 13 meses com 28 dias, que é um tempo tradicional entre Wiccanianos para aprender os rudimentos da Arte.
Conforme for praticando, mantenha um registro preciso de suas experiências em seu Livro das Sombras. Repita as experiências que não foram bem-sucedidas muitas e muitas vezes, até obter pleno êxito.

Não se aventure a criar e a organizar um Coven se você tiver menos de 18 anos. Montar e dirigir um grupo implica responsabilidade, liberdade e privacidade, e isso nem sempre é possível quando dependemos financeiramente de outras pessoas. Creia em mim, se você ainda é menor, terá muito mais benefícios e menos dores de cabeça praticando a Arte solitariamente, até que tenha condições de estruturar o seu próprio Coven.
Leia tudo o que você puder, procurando sempre pelos melhores autores e pelas principais obras sobre a Wicca. Hoje, a Internet é um ótimo recurso para os que desejam conhecer outros Pagãos. Sites e periódicos Wiccanianos são facilmente acessíveis pela Web. Por isso, entre em listas de discussões na Internet, participe de grupos, curta as principais páginas sobre o assunto, compareça a rituais públicos, e, por fim, procure conhecer Bruxos de carne e osso em sua cidade ou em seu bairro. Isso não é tão difícil quanto parece, nem tão fácil quanto talvez quisesse.
Seguramente, você vai se surpreender quando descobrir a quantidade de Bruxas e Bruxos que existem por aí, e que estão bem pertinho de você ou navegando pelas ondas da Internet.
Se mesmo assim sentir dificuldade em encontrar outras pessoas em sua região, peça auxílio à Deusa. Numa noite de Lua cheia, estenda seus braços à Lua formulando um pedido claro de que deseja expandir seus horizontes sobre a Arte e quer conhecer outros praticantes da Antiga Religião. Isso colocará as energias ao seu redor em movimento, e tenha certeza de que, em breve, fatos inesperados o colocarão em contato com outros Bruxos.

Criando um Círculo

Antes de a formação de um Coven, deve-se dar início ao que é geralmente denominado entre os Wiccanianos de Círculo de Prática.
Um Círculo é um grupo que se reúne periodicamente para aprofundar seus conhecimentos nos aspectos práticos e filosóficos da Arte. Ele ainda não é um Coven, com todos os seus comprometimentos e implicações, mas também não é meramente um grupo de estudos.
O Círculo é o início do processo que culminará, depois de algum tempo, na fundação do Coven, geralmente um ano e um dia depois.
Levando isso em consideração, para fazer parte do seu Círculo convide apenas pessoas com as quais se sinta bem e que tenham uma maneira de pensar parecida com a sua. Jamais convide pessoas com energia e forma de pensamentos incompatíveis com os seus ou com os das demais pessoas do grupo. Também evite aquelas que sempre tentam “forçar a barra” se convidando para fazer parte do seu grupo. Em suma, não aceite pessoas com as quais não se sinta confortável, pois estará começando errado.
Todos os integrantes do grupo devem se sentir bem nele. Considere uma perda irreparável a saída de alguém que tenha uma vasta experiência mágica, para o ingresso de um membro que sempre coloca os integrantes em situações constrangedoras ou que se contrapõe a tudo o que os outros propõem.
De forma alguma convide pessoas que não conheça bem, assim, não terá surpresas posteriores. É sempre bom criar uma vida social com futuros membros prospectivos; saia para dançar, jantar, ver um filme ou uma peça de teatro, converse sobre todos os temas, indo desde as boas lembranças da infância até o tipo de música que gostam. Estabeleça um vínculo de amizade antes de criar qualquer laço mágico ou decidir convidá-los definitivamente para seu Círculo.
Pergunte às pessoas que já foram selecionadas qual a impressão delas acerca dos novos membros que estão sendo observados para o grupo.
Deixe-as livres para darem sugestões ou indicarem outras pessoas também. Inclua-as nas decisões a partir do momento em que considerá-las integrantes do Círculo, já que esse deve ser um local para compartilhar, e não onde o poder é monopolizado.
Um Círculo é um lugar inicialmente de consenso, que poderá se tornar um grupo mais ou menos rígido naturalmente com o passar do tempo e por meio das experiências vividas. Existe uma diretriz Wiccaniana bastante em voga e levada a sério pela maioria dos Covens
que aconselha não receber uma pessoa para fazer parte da comunidade se não houver unanimidade quanto a sua aceitação. Então, é bom sempre discutir com os membros do Círculo sobre os motivos que os levaram a convidar tal pessoa ou as razões que levam você ou outros a rejeitarem o ingresso dela.
Um bom número para compor um Círculo de prática Wiccaniana gira em torno de 10 a 15 pessoas. É bem comum o número diminuir pela metade nos meses subsequentes, reduzindo-se muitas vezes a um terço do inicial. Não desanime, isso é um processo de seleção natural que fará permanecer no grupo somente as pessoas que tiverem mentes afins umas com as outras, firme vontade e propósitos.

Escolhendo um nome para o Círculo

Definidas quantas e quais pessoas farão parte do Círculo, é hora de se reunir para decidir o nome do grupo. Essa é uma das partes mais difíceis da formação de um Coven, visto que cada membro terá expectativas e sugestão diferentes. O nome do grupo estabelece uma egrégora, a energia que é criada e focada por meio da vontade, que dá origem a um conceito ou forma de pensamento. O nome do Círculo criará a identidade mágica do grupo e, por isso, deve ser escolhido apropriadamente, já que refletirá a natureza de sua comunidade, bem como as energias que estarão ao redor dela ou serão naturalmente atraídas para ela.
O primeiro passo para escolher um nome é reunir-se com os membros do Círculo para chegar a uma conclusão sobre a opinião deles quanto a identidade do grupo e qual tipo de energia almejam que seja mais presente nele. O nome refletirá não só o padrão energético do grupo, como também o tipo das pessoas que serão atraídas para o Círculo. Escolham, portanto, um nome que inspire conhecimento, solidificação e conforto. Por muito tempo tive um Círculo que se chamava Northwind, que significa, literalmente, “Vento Norte” em inglês. Apesar de o nome ser muito bonito e inspirador, o grupo jamais se solidificou e os integrantes do Círculo iam e vinham como folhas levadas ao vento. Por longos anos ficamos rodando de um lado para outro para realização de nossas reuniões, sem local fixo. Os locais dos rituais se alteravam como o próprio curso dos ventos. Depois de algum tempo, mudei o nome do grupo para “Espiral da Criação”, que é usado até hoje. Essa mudança de nome trouxe ao grupo uma nova energia e novos propósitos, deixando as coisas muito mais estruturadas. Sendo assim, por experiência própria, se o que você procura é solidez e constância, usar um nome que contenha a palavra “vento”, ou outras que sugiram algo mutável, não é apropriado para o seu Círculo. Seguramente, cada membro tem uma sugestão mais criativa que outra. Anote todas em um papel e tentem fazer combinações, eliminando aquelas que sejam extremamente parecidas. É quase certeza de que vocês chegarão a um produto final com um belo nome para o seu grupo.
Caso não tenham conseguido encontrar um nome inspirado dessa maneira, uma boa alternativa é pedirem para sonhar com um nome ou com uma cena que sugira algo a vocês. No dia seguinte, todos podem comparar seus sonhos e chegarem a uma conclusão. Tarô, Runas, Astrologia, Ogham ou qualquer outra forma oracular também podem ser muito inspiradores.
Sem dúvida, cada membro do Círculo gosta de uma Deusa ou de um Deus em particular, e um belo nome para o grupo pode ter como base uma Divindade.
Não descarte animais, flores, árvores, cores ou símbolos como fonte inspiradora para o nome do seu Círculo, mas descartem nomes estranhos ou cabalísticos, que não possuem nenhuma relação com a Wicca e que podem dar um sentido dúbio ao seu Círculo. Evitem, também, nomes muito comuns como “Círculo da Wicca”, “Círculo do Caldeirão”, “Círculo do Pentáculo”, “Círculo das 13 Luas”, pois certamente você encontrará vários grupos com o mesmo nome, e isso pode criar uma verdadeira confusão na identificação e na distinção do seu Círculo para com os demais.
Se as opções encontradas forem muitas, o melhor é pedir ajuda aos Deuses. Escreva todos os nomes em pequenos pedaços de papel, dobre-os, coloque-os em uma vasilha e retire apenas um. O que sair poderá se tornar o nome do Círculo. Escolhido o nome, agora é hora de consagrar seu grupo com o título escolhido.

Consagrando seu Círculo com o nome escolhido

Assim como todos ajudaram na escolha de um nome para refletir a identidade mágica do Círculo, da mesma maneira todos devem se reunir para a definição e a criação de um ritual que consagrará o grupo com o nome escolhido.
Para isso, pensem primeiro ao que o nome definido os remetem, e então, criem um ritual com elementos específicos relacionados a ele.

Cada membro pode rascunhar algumas ideias no papel e juntá-las harmoniosamente com as dos demais, formando um único ritual, que
deve ser composto de forma que cada pessoa se sinta parte do mesmo. É importante que cada membro do círculo participe ativamente do rito e desempenhe uma função no ritual.
Suponhamos que o nome escolhido para o Círculo seja “Crescente de Prata”. Vamos pensar a quais símbolos e significados esse nome nos remete. Lembre-se inicialmente da Deusa, já que a Lua é um dos seus mais altos símbolos. A Deusa aqui se apresenta na sua face de Donzela e está relacionada à Lua crescente. Isso nos liga aos atributos do início, jovialidade e crescimento, aspectos bem propícios para serem lembrados em um Círculo que se forma. A cor prata, que é consagrada à Deusa, também deve ser lembrada. Baseados nisso, podemos deduzir que a melhor época para o ritual ser realizado é na entrada da Lua crescente.
Vamos tentar juntar essas ideias em um ritual para a consagração do nome do Círculo.
O altar poderia ser coberto com um pano prateado e, sobre ele, haveria uma estátua de uma jovem mulher, simbolizando a Deusa na
sua face de Donzela. Outra opção para representar a Deusa poderia ser a imagem de uma Lua crescente prateada, no centro do altar, o que
lembra bem o nome escolhido pelo grupo. Velas prateadas no número de integrantes do Círculo poderiam estar sobre o altar formando um
crescente lunar, esperando para serem acesas no momento oportuno.
Os integrantes do grupo poderiam estar vestidos com um robe prateado, que também vai ser utilizado nas próximas reuniões e rituais do Círculo. Os membros dariam as mãos em volta do altar, formando um círculo.
Uma invocação à Donzela seria proferida por cada membro, pedindo que o grupo seja abençoado por Ela e que ele cresça de modo que o amor e a paz se façam presentes entre os integrantes. Os membros, um por um, em sentido horário (usado para construir, invocar as energias), acenderiam as velas que formam o crescente sobre o altar, e então, eles expressariam um desejo para o Círculo, como paz, amor, integração, evolução na busca do conhecimento, etc.
Para finalizar, as pessoas se dariam as mãos novamente ao redor do altar e cada um poderia dizer, em poucas palavras, o que sente pelo outro, procurando, assim, começar a estabelecer a relação de perfeito amor e perfeita confiança. Palavras de agradecimento seriam direcionadas à Deusa na sua face de Donzela, e um beijo circular poderia percorrer o Círculo para o encerramento ritual.
Obviamente que esse é um exemplo extremamente simples. Quanto mais conhecimentos e prática você e os outros membros do grupo tiverem, mais elaborado o ritual de consagração do nome do seu Círculo pode ser. Quanto mais simbólico for o nome do seu Círculo, mais elementos podem ser usados na criação do seu ritual de nomeação.
Caso você e o seu grupo não se sintam inspirados para criar um ritual, observe abaixo um exemplo de nomeação que poderá ser usado por qualquer Círculo, independentemente do simbolismo particular do nome escolhido. Este exemplo, bem como todos os outros abordados nesta obra, são dados apenas como uma diretriz. Sinta-se à vontade para modificá-los, inserindo ou retirando detalhes com os quais não esteja de acordo ou que não pareçam confortáveis para você ou para seu grupo, alterando-os conforme sua vontade e o seu conhecimento pessoal.

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