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O renascimento da Deusa – Uma Retrospectiva

Informações sobre a Deusa eram raras quando a obra Todas as Deusas do Mundo, de Claudiney Prieto, foi lançada pela primeira vez, o que a tornou em uma das mais influentes fontes a respeito do tema no Brasil e na América Latina. Depois dela a criatividade da Deusa explodiu em muitos outros livros.

Por muito tempo, os nomes e os mitos da Deusa tinham sido esquecidos e relegados à mera curiosidade folclórica no mundo ocidental. Hoje, por meio do movimento Neopagão, dando destaque à Wicca, o mais novo e visível segmento da Bruxaria, a Deusa está reentrando em nossa vida moderna e trazendo de volta toda a sua vitalidade, o seu poder e o seu conhecimento. Acompanhe, a seguir, a linha do tempo do Renascimento da Deusa e da Wicca a partir do início do século 20.

Por volta de 1900 – Margaret Murray escreve dois livros sobre a Deusa Mãe

Estudiosos e arqueólogos começaram a escrever sobre a Deusa Mãe Primordial. Margaret Murray escreveu dois livros que revelavam que os cultos da Bruxaria da Europa Medieval seriam a sobrevivência dos cultos pré-cristãos à Deusa. Muitos discordavam de seu trabalho, tentando traçar uma linha ininterrupta de descendentes; no entanto, iniciados modernos da Bruxaria aceitavam sua teoria.

Anos 1950 – Gerald Gardner começa a propagar a Wicca

Gerald Gardner reivindicava sua iniciação como Bruxo num Coven ­Inglês, em New Forest. Após a revogação da última lei inglesa contra a Bruxaria, passou a propagar a Wicca como a sucessora da Antiga Religião. Muitos achavam que ele e Doreen Valiente tinham escrito o material divulgado baseados nos trabalhos de Aleister Crowley, nas próprias experiências pessoais de Gardner e conhecimentos folclóricos da Tradição da Deusa. A Bruxaria Gardneriana reconhecia uma Deusa da Terra, da Lua e do Mar, e um Deus Cornífero da Caça e do Sol. Mulheres eram as Sacerdotisas e muito sexismo prevalecia nessa tradição.

Anos 1960 – O início do feminismo nas religiões e na Wicca

A Wicca continuava a se propagar depois da morte de Gardner. Enquanto isso, mulheres nos Estados Unidos e em outros lugares davam início ao movimento feminista, definindo o patriarcado como uma força opressiva que deveria ser combatida. Elas começavam a reexaminar todos os aspectos de sua vida, inclusive o religioso. Mary Daly escreveu sobre a mulher na Igreja, em 1968, e Morning Glory Zell começou a trabalhar com a Wicca, particularmente com a Deusa, entre feministas, em 1969.

Anos 1970 – A Wicca Diânica começa a dar ênfase à Deusa e às mulheres

As mulheres passaram a usar o conceito da Deusa como parte do movimento feminista. O livro Beyond God the Father, de Mary Daly, é publicado em 1973. Nessa mesma época, os livros Of Woman Born, de Adrienne Rich, When God Was a Woman, de Merlin Stone, e The Feminist Book of Lights and Shadows, de Zsuzsanna Budapest, são publicados, e a Wicca Diânica começa a dar ênfase à Deusa e às mulheres, sem homens nem aspectos masculinos do divino presentes em sua filosofia e base religiosas. Muitos dos elementos tradicionais da Wicca, como hierarquia, graus, segredos e formalidades, começam a declinar. Wiccanianos tradicionais começam a ser afetados pelas lutas políticas e sociais, assim muitos dos elementos da Tradição Diânica são absorvidos e incorporados pelos Tradicionalistas. Em 1979, é publicado o livro A Dança Cósmica das Feiticeiras, de Starhawk, que introduz a Bruxaria para uma grande massa popular.

Anos 1980 – Neopaganismo: igualdade entre o Deus e a Deusa

Apesar de o nome Wicca permanecer, muitos grupos e pessoas começaram a usar o termo “Neopagãos” para se referirem a si mesmos. O Neopaganismo busca assegurar ao Deus uma posição de igualdade à Deusa, mas não de supremacia. O movimento Neopagão, mesmo assim, incorpora o status concedido à Deusa e às mulheres pelos diânicos. A Deusa passa a ser identificada com a Terra e claramente com a Hipótese Gaia.

Anos 1990 – O Neopaganismo é representado no Concílio Mundial de Religiões

Nessa época, um movimento que crescia rápida e consideravelmente entre os norte-americanos, o Neopaganismo, foi representado no Concílio Mundial de Religiões em 1993. Mesmo assim, muitos Pagãos ainda eram discriminados por causa de sua fé. Muitas pessoas ainda confundiam a Wicca com o ­Satanismo, acreditando que a Bruxaria não era uma religião válida e, por isso, não merecia os mesmos direitos religiosos e leis de proteção assegurados às outras religiões tidas como “oficiais”.

Anos 2000 até hoje – A Wicca tem crescido cada vez mais

A Wicca continua a crescer e se espalhar por todo o mundo. Ganha destaque pelos diversos meios de comunicação. Programas de tevê e inúmeros livros sobre o assunto tornam-se conhecidos do grande público. A Deusa retorna e vive novamente!

 

 

 

(com adaptações)

    • Autor: Claudiney Prieto

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