fbpx

Estudos sobre o Tarô de Marselha

Capa Marselha

História

O tarô de Marselha é a matriz de todos os tarôs com 78 cartas (22 arcanos maiores e 56 arcanos menores). A estrutura desse baralho – símbolo, numeração e nome da carta – remonta ao século XV, cuja concepção alegórica foi similar até o século XX quando surgiram os tarôs transculturais, éticos e artísticos. Em princípio não se chamava “Tarô de Marselha”, apenas levava o nome do artesão como, por exemplo, tarô de Jacques Vieveille (1643), tarô de Claude Tomasset (1731), tarô de Suzanne Bernardin (1839), entre dezenas. Todavia, em razão de os melhores produtores estarem na região do porto de Marselha, sul da França, era comum solicitar a compra de um “baralho de Marselha” ao invés de o nome de um artífice. Atualmente, como não se faz distinção entre os fabricantes daquela época e por todas as imagens serem semelhantes, convencionou-se denominar “Tarô de Marselha”.

 

O que é o tarô?

É um conjunto de 78 CARTAS, um alfabeto simbólico, que simboliza os estágios da existência: da escolha ao êxito, transitando pelas variáveis do fracasso, da superação e da renovação. Seu estudo pode ajudar na evolução espiritual, na conduta social e até no autoconhecimento. Igualmente podem ser usadas para alguma orientação, na autoajuda e na adivinhação. As cartas, denominadas ARCANOS (mistérios, enigmas), estão divididas em dois grupos: 22 ARCANOS MAIORES (simbolizando o macrocosmo) e 56 ARCANOS MENORES (representando o microcosmo). Os arcanos maiores se reportam ao universo dos planos e desejos; já os menores indicam o mundo das formas e realizações. Juntos formam a trajetória da vida – de uma ideia a sua realização.

 

Atualidade

Muito se estudou sobre o tarô de Marselha, mas foi no século XX que ganhou notoriedade como arte adivinhatória e fonte de autoconhecimento. O poder dessas cartas se encontra em seus símbolos, pois essas imagens evocam vibrações transcendentais que ligam o homem ao mundo divino. A magia do tarô está na escolha aleatória das cartas, cuja interpretação será de acordo com o símbolo-arcano. Já o aspecto terapêutico se produz de vários modos, incluindo a autoanálise ou a meditação, mas com a escolha deliberada da carta. Enquanto na primeira modalidade solicitamos ao universo divino uma orientação, na segunda, buscamos entender a natureza pessoal. Importante saber que “não precisamos ter dons mediúnicos” para ler as cartas, tampouco frequentar uma fraternidade ou um centro espírita para abrir o tarô. Ele é livre a todos os credos e raças. Devemos ter cuidado ao tentar ler apenas com a intuição; contudo, necessitamos, sim, ter responsabilidade e sensibilidade para analisá-las de acordo com seus significados. Igualmente devemos entender que não se faz necessário a “consagração do baralho”, isso é um aspecto místico muito pessoal. Embora o tarô seja um alfabeto espiritual, as cartas estão livres de dogmas!

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WhatsApp Logo

Main Menu