Radiestesia: A influência da energia

Onde quer que vamos, hoje em dia, ouvimos todo o mundo falar de energia, – “aquele lugar tem uma energia fantástica, aquela pessoa tem uma energia muito ruim, vamos energizar os chakras, etc.”. Curiosamente todos falam de uma energia abstrata, algo (meio) inexplicável, quando questionados falam de magnetismo, de eletricidade, ou de algo divino (não explicável).

O termo energia tem origem no grego energes, – ativo, que por sua vez, provém de ergon, obra. A etimologia indica que a palavra energia implica sempre atividade. A Física define energia como “todo agente capaz de produzir trabalho”.

Cada tipo de energia possui características próprias, como intensidade, potência, densidade, polaridade e outras. A energia nunca é criada nem destruída, mas, apenas, transformada de um tipo em outro(s).

As energias conhecidas pela Física têm entropia positiva, isto é, se propagam do local de maior potencial para o de menor potencial energético. Isto já não acontece com algumas das chamadas energias sutis, que ainda não são do domínio da ciência. O orgônio descoberto por Wilhelm Reich tem entropia negativa, isto é, se propaga do menor potencial para o maior. Tal característica permitiu a construção do seu famoso acumulador orgônico. Esse acumulador é composto por camadas alternadas de material orgânico e inorgânico, formando uma caixa em cujo interior o paciente é colocado. Normalmente o acumulador orgônico de Reich é feito de chapas de madeira (externamente) e ferro zincado (internamente), tendo entre elas uma camada de lã de carneiro e outra de lã de aço. Como o material orgânico atrai o orgônio e o inorgânico o repele, forma-se um fluxo de orgônio de fora para dentro da caixa.

O corpo humano tem maior potencial de orgônio que o ambiente que o cerca e, por isso, o orgônio flui do exterior para o interior do corpo. No interior do acumulador orgônico há uma concentração de orgônio que mantém o fluxo do exterior para o interior da caixa e desta para o interior do corpo do paciente.

A energia magnética do nosso globo banha todos os seres vivos que nele habitam. O campo magnético terrestre tem a potência de 0,5 gauss e é detectado pelos seres vivos por meio de células contendo magnetita, a pedra-ímã natural.

O campo magnético terrestre é distorcido pelo ferro existente no concreto armado de nossas residências, o que acarreta uma frequente carência de magnetismo para nossos organismos.

Este fato, aliado à poluição eletromagnética provocada pela rede elétrica e os aparelhos ligados a ela, é uma importante causa de distúrbios de saúde.

Atualmente órgãos oficiais de alguns países reconhecem como, causadoras de patologias degenerativas nos moradores das redondezas, as perturbações eletromagnéticas produzidas por torres de transmissão de alta tensão.

A energia eletromagnética ou radiante possui um largo espectro (<3×103 a >3×119 hz) e se propaga a uma velocidade da mesma ordem que a da luz.

A teoria eletromagnética do Prof. René Louis Vallée afirma: “Se num determinado espaço a energia atinge uma densidade suficiente, ocorre a materialização de um fóton. Mas, se a energia é de densidade inferior, ela só pode existir em forma de onda”.

Estendendo este conceito, nos diz Jean Pagot, engenheiro e radiestesista francês:

“Numa densidade ainda menor, a energia também deixa de ser ondulatória e passa a existir de modo difuso, determinando uma perturbação desse espaço (ocasionada por certas formas geométricas ou não), ocorrerá então uma emissão de energia (energia de forma). A aplicação da energia de forma gerada por formas geométricas simétricas é benéfica para os seres vivos”.

Thomas Bearden, físico, teórico e engenheiro nuclear, é o autor da chamada teoria eletromagnética escalar. Um dos conceitos fundamentais desta teoria é que o zero aparente ou o nada (vazio) é constituído por um número infinito de subestruturas de soma nula. O nada aparente está, na realidade, repleto de potencial de soma zero e, por ser estável, nos transmite ilusões de que este meio é vazio e neutro. Esse estado virtual da energia constitui o potencial eletrostático escalar e Bearden o denomina “anenergia”. As alterações desta anenergia, pelo seu potencial implícito, é que provocam todo e qualquer fenômeno observável em nosso universo físico exteriormente perceptível.

A energia de Bearden é concebida como uma verdadeira “tensão espaço-temporal”.

Bearden explica que a massa, a carga, o spin, as partículas subatômicas, os campos elétricos, os campos magnéticos, a velocidade da luz, a gravitação e todas as forças elementares e os fenômenos do nosso mundo físico têm relação direta com as variações e os padrões do estado virtual do qual a procedem. A teoria eletromagnética escalar (E.M.), nos permite compreender melhor a energia de forma e as energias sutis manipuladas em radiestesia e radiônica. Sua semelhança com os milenares conceitos orientais é notória e será melhor entendida a seguir.

 

A energia e a mística oriental

 Na filosofia chinesa, a orientação mística do Taoísmo nos permite compará-lo aos conceitos da Física moderna, sobretudo à teoria eletromagnética escalar.

Os sábios chineses denominaram Tao a unidade oculta sob a oposição dos polos arquetípicos yin-yang. A energia primordial Chi se condensa e se dispersa ritmicamente, gerando todas as formas que eventualmente se dissolvem no vácuo (potencial eletrostático escalar) e se manifesta por meio da interação dinâmica entre os opostos polares. Os opostos polares (negativo/positivo, homem/mulher, quente/frio, próton/elétron, cheio/vazio, etc.) constituem uma unidade, pois, são na verdade, aspectos diferentes de uma mesma realidade.

O hinduísmo, o budismo e o taoísmo afirmam a existência de uma energia primordial que é formadora do universo físico e provém da Realidade Única (o Deus ocidental).

 

As energias sutis

 

As chamadas energias sutis ainda são vistas com desconfiança pela ciência oficial. Essas energias transcendem a matéria e seus fenômenos e, infelizmente, ainda são mais do domínio do místico que do cientista.

Os místicos sempre afirmam que toda matéria advém do aither, – éter, e é por ele interpenetrada, sendo o aither o meio condutor de todas as energias e da própria luz.

A energia primordial manifesta-se por condensações infinitas até a formação da matéria. Esta energia é também conhecida como fluido cósmico universal no ocidente, mulaprakriti no hinduísmo, qa-llama no antigo Egito e por inúmeros outros nomes. Uma dessas condensações é que constitui o fluido ou força vital (o prana, dos hindus) e é responsável pela vida vegetal, animal e hominal.

Os seres vivos possuem bioeletricidade e biomagnetismo, que interagem criando um campo bioeletromagnético. Este campo é o bioplasma (terminologia dos cientistas russos) e constitui o chamado corpo bioplasmático. Este corpo sutil é conhecido pelos místicos como corpo etérico, corpo vital, duplo etérico, bah, linqa-sharira, etc.

O corpo bioplasmático é que absorve a energia vital por meio dos seus centros de força, os chakras. Esse prana (uma das condensações do Chi) flui por meio de canais bioplasmáticos (nadis, dos iogues) e vai vitalizar o sistema nervoso, as glândulas e, finalmente, o sangue.

O prana (fluido vital) é um princípio vital organizador que, por meio dos chakras do corpo etérico, exerce uma profunda ação sobre o corpo físico.

 

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