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Reiki: Método ou energia?

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Sim, você também é capaz de ser um canal de Reiki, pois se trata de um atributo inato, normal, espontâneo e natural de todo ser humano. As portas de acesso à canalização da energia Reiki estão abertas às pessoas de todas as profissões, crenças religiosas, modos de vida ou idades. É o sistema mais democrático que conheço, pois todos podem aprendê-lo.
Ninguém precisa ser um profissional na área de saúde para ser eficiente na terapia Reiki. Qualquer pessoa pode canalizar onde quiser, quando quiser, da maneira que quiser, desde que tenha sido iniciada, o que nada mais é do que ter tido os próprios canais naturais energéticos ativados, abertos ou desobstruídos. Daí para frente, só é preciso querer auxiliar a si mesmo ou ao próximo. Logo, antes de usar este livro, procure um Mestre de Reiki para habilitá-lo adequadamente na frequência da energia.
O processo iniciático é irreversível e passa a acompanhá-lo por toda a existência, mesmo que você não o pratique assiduamente.
A suposição popular de que “o bom remédio tem de ser amargo” e de que “para um tratamento ser eficiente tem que ser doloroso ou complicado” cai perante o Reiki. A simplicidade do Reiki quebra essa tradição.
Aprender a aplicar Reiki é mais fácil do que aprender informática ou dirigir. Não há milagre, o milagre é a própria vida criada por Deus.

O uso terapêutico das mãos é muito antigo, é anterior aos tempos bíblicos. Existem evidências pictóricas rupestres encontradas nos Pirineus que datam de 15 mil anos atrás. Outras, no Tibete, datam de 8 mil anos. Todos os povos, em diferentes tempos, desenvolveram trabalhos de terapia energética, o que não é surpresa porque a Energia Universal (Rei) esteve sempre presente, desde as primeiras  civilizações. O que estamos fazendo hoje é somente resgatar algo que anda um tanto esquecido: o dom e a habilidade inata da humanidade de ajudar o próximo e a si mesmo. Jesus ensinava a seus discípulos: “Ide e curai os enfermos” (Mt 10, 8). Também, segundo Mateus (10, 1): “Jesus chamou seus discípulos e deu-lhes poder para expulsar os espíritos maus e para curar qualquer tipo de males e enfermidades”.
Reiki existe. É tão real e natural quanto a eletricidade e o magnetismo. Existe e pode ser usado mesmo que o usuário não saiba nada a seu
respeito e seja cético em relação aos resultados de sua aplicação. Considero o Reiki a maior esperança, atualmente conhecida, para equilibrar nosso planeta e a humanidade.
O Reiki é, antes de tudo, um ato consciente de intervenção terapêutica, no qual é essencial a presença do terapeuta, o veículo através do qual a energia universal é captada e apropriadamente transmutada (adensada) para ser usada pelo receptor. A energia vem de Deus, que é a
única e verdadeira fonte de saúde. O papel do reikiano é o de facilitador, de canal por onde a energia flui para atuar nos diferentes corpos. Daí a explicação da energia não ser contida por falta de conhecimento, compreensão, diagnóstico e crença.
Admito que logo que comecei a aplicar Reiki, em 1994, ainda tinha dúvidas de que poderia ser útil pelo simples ato de impor minhas mãos
sobre um corpo. Achava que somente pessoas que tivessem poderes especiais, paranormais inatos, poderiam oferecer conforto e auxílio.

Apesar de meu ceticismo inicial, os resultados foram extraordinários, o que me levou a pesquisar a técnica, cada vez mais. Hoje não tenho dúvidas de que a técnica Reiki foi uma grande bênção que aconteceu em minha vida. Desde então, tenho viajado pelo mundo estudando o método Reiki.
Tive doze professores que me ensinaram diferentes modos de usar esta energia maravilhosa. Aprendi que todo reikiano acaba definindo suas próprias normas, aprendendo com a orientação interior. Tive de percorrer cada curva do meu caminho pessoal para chegar até aqui, valendo-me de técnicas simples que funcionam para mim e meus alunos, os quais já passam de onze mil (junho de 2013). Isso é o Reiki: aprende-se uma parte com o mestre e outra, na prática. Cada reikiano deve definir seu caminho através da identificação de suas escolhas pessoais. Nada é obrigatório, rígido e inflexível. Entretanto, é inquestionável que todo aluno deva ter uma base firme e de fácil compreensão para evoluir.
Muitos resolveram melhorar o Reiki criando sistemas “x” ou “y”, gerando diferenças na maneira de interpretá-lo e ensiná-lo. Isso tudo
gerou disputas, ciúmes e conflitos entre os professores. Alguns se intitulam detentores do único e verdadeiro Reiki. Aqui cabe outra citação
destinada à comunidade reikiana: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9). Vimos situações semelhantes em importantes religiões como o Budismo, Cristianismo e outras, que foram fragmentadas gerando disputas entre os diferentes segmentos. Não queremos que o Reiki vá pelo mesmo caminho.
Escrever sobre o Reiki é importante, pela paixão ardente que tenho por desmistificar tabus criados por alguns. Acredito que escrever seja minha principal missão. Este trabalho foi elaborado com base no conhecimento dos mestres que vieram antes de mim, na minha pesquisa, em anos de experiência em meus seminários de treinamento e de muitas descobertas.

A cada dia que passa, aprendo um pouco mais sobre o Reiki, adequando sempre a maneira de ensinar e atender as pessoas. Não pretendo
esgotar o assunto nem impor regras ou normas absolutas. A ideia de escrever este livro surgiu em função das dificuldades que passei quando comecei a atender clientes em meu espaço e, conversando com outros terapeutas, descobri que essas dificuldades não eram apenas minhas.
Escrevi o livro para divulgar fragmentos e porções de informações que fui colhendo. Também para dividir conhecimento, teoricamente bem
fundamentado, visando estabelecer uma base sólida, para o que poderá ser um dos mais importantes trabalhos realizados por você: oferecer amor para cuidar das outras pessoas. Meu propósito foi partilhar minha experiência com todos os que desejam se aprofundar, trabalhando profissionalmente com o Reiki. E também para que você possa encontrar as respostas e os elementos que precisa para atuar com confiança, de forma correta e eficaz. Todas as informações propostas visam facilitar a ponte entre o reikiano e o seu receptor, objetivando melhores resultados. O livro será um guia ou manual prático, onde ofereço o melhor de meu conhecimento. Ao escrever, tenho a curiosa e gratificante sensação de estar dirigindo um seminário do qual desconheço os participantes pessoalmente. Talvez você observe que muito do que relato já faz parte de sua jornada pessoal. Uso linguagem simples para que qualquer pessoa possa começar a sentir e utilizar o Reiki rapidamente. Mas, atenção: o livro não substitui o seminário.
Aceite o que escrevi como um presente do fundo do meu coração, mas só o utilize se a sua voz interior assim o permitir. Espero dessa forma poder ajudar.
Posso afirmar que mudei muita coisa no meu trabalho depois que estudei na Osho Commune International, em Pune, Índia. Muitas técnicas das quais falarei, aprendi nessa viagem de estudos que fiz à Índia (novembro e dezembro de 1999).
Pratique o método Reiki em todas as suas formas, principalmente o autotratamento. Depois, comece com a família, amigos mais próximos,
animais domésticos. Não tenha medo de errar, você está aprendendo. O Reiki não poderá prejudicar ninguém. Quando sentir segurança, trabalhe profissionalmente, ganhando a vida honestamente, com um trabalho que você amará fazer. Surgindo dúvida, não hesite em procurar seu Mestre de Reiki. Boa sorte!

O termo Reiki é utilizado no Ocidente para representar um método terapêutico. Mikao Usui, o fundador do Método Reiki, não o denominava
assim. O termo Reiki aparecia escrito em seus ensinamentos, porém isso foi para assinalar que o método trabalhava com “Energia Espiritual”. Seus ensinamentos eram denominados Usui Do, que significa “O Caminho de Usui”. Seus tratamentos eram conhecidos como Usui Teate, cuja tradução significa “Terapia Usui com o emprego das mãos”.
Encontra-se o termo Reiki em diferentes ramificações das escolas que se desenvolveram a partir dos ensinamentos de Mikao Usui. Tanto
a “Usui Reiki Ryoho Gakkai” (Organização do Método Terapêutico Usui com Energia Espiritual) quanto a “Hayashi Reiki Kenkyu Kai” (Organização de Investigação da Energia Espiritual do Dr. Hayashi) utilizam o termo Reiki com o significado de “Energia Espiritual”, porém nenhum dos dois, de fato, denominou o método de Reiki.
Hawayo Takata foi a primeira aluna desses ensinamentos no Ocidente. Chujiro Hayashi, seu Mestre, esteve com ela no Havaí para ajudá-la a
instalar seu consultório. Em seu jantar de despedida, concedeu-lhe um conhecido certificado. Esse gesto oficial assegurava que ela era considerada como uma Mestra e uma profissional legal desse método japonês. O certificado diz em inglês que é Mestra do “Sistema de Reiki Usui de Cura Sem Medicamentos”. Uma vez mais, o termo Reiki é empregado para significar “Energia Espiritual”, em lugar de um método. Entretanto o certificado inclui outras declarações que se referem a “Reiki” como uma forma de energia e, também, como um “sistema”. Esse fato ocorreu no ano de 1938 e era a primeira vez que tinha certa consistência no uso do termo Reiki, provavelmente, devido à dificuldade de traduzir do japonês para o inglês. Desde essa perspectiva, a palavra “Reiki” representava conjuntamente o sistema baseado nos ensinamentos de Mikao Usui e a “Energia Universal”.
O inconveniente de se utilizar “Reiki” para significar um sistema é que as pessoas não estão seguras sobre que práticas em particular se
encontram sob essa denominação. Todos os sistemas denominados Reiki na atualidade fazem uso de “Energia Espiritual” em suas práticas, pois, aparentemente, não há, em japonês, outra definição para a energia a não ser essa. Isso deixa a porta bem aberta para discrepâncias.
Muitos mestres japoneses tradicionais denominam Ryoho ao sistema, que significa “método terapêutico”, ou Reiki Ryoho, que significa “Método Terapêutico com o emprego de Energia Espiritual”.

 

 

 

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